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   O Abolicionista - Periodico do GAE Pelo Fim da Escravidão Animal As imagens do seu cliente de e-mail não estão habilitadas. Habilite-as para ver este e-mail corretamente.
Edição 13 - Explorinter . Ano 2

Agenda

30 de agosto e 7 de setembro - Manifesto na Expointer
A partir das 14h.
Sabe mais.
Os jornais estão publicando. As TVs estão mostrando. Alguns deputados estão inconformados (por que será...?). Está na boca do povo! Mas não podemos parar por aí, agora é hora de fazer tua parte. Junta toda a tua paciência e vem conosco mostrar o que realmente ocorre na Expointer.

Chegou a hora! Manifestação contra a Expointer!


Expointer: Transformando mamães em máquinas
Neste sábado, 30 de agosto, às 14 horas, em frente ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, ocorrerá a já tradicional manifestação contra o lamentável evento denominado Expointer. Na ocasião, estaremos apresentando à população, de forma ordeira, pacífica e politizada, a verdade sobre esta feira. Não te intimida, comparece e eleva nossa voz. Vem protestar conosco!


O que há de errado com a Expointer?


Expointer: Transformando bebês em lucro
A Expointer é uma feira em que se expõem e comercializam animais, dentre outras "coisas". Animais são vendidos, comprados, leiloados assim como tratores, chapéus, redes e utensílios domésticos.

Porcos, vacas, galinhas, coelhos, chinchilas, ovelhas, passarinhos, cavalos são tratados como produtos. No entanto, há uma grande diferença entre eles e uma colheitadeira ano 2008: eles são seres vivos capazes de sentir dor e prazer, capazes de raciocinar, entender sua situação, sentir medo, angústia, tédio...

Somos animais, apenas uma espécie do Reino Animalia. Podemos no gabar da nossa capacidade cognitiva, que supera a das outras espécies; no entanto, estamos longe de sermos separados dos outros animais por uma barreira intransponível. A distância que nos separa dos símios é muitíssimo menor da que a que separa símios e formigas, por exemplo. Entretanto, colocamos símios e formigas no mesmo "saco" e nos separamos completamente das outras espécies. Damos-nos direitos especiais apenas por sermos hominídeos, e não há nada de ético e lógico nisso.


Jean-Baptiste Debret: castigo de escravo
A escravidão humana persistiu por muito tempo até que pudéssemos nos dar conta de nosso erro. Continuamos, no entanto, cometendo este mesmo erro perante seres não pertencentes a nossa espécie. Antes, o critério "raça" era suficiente para justificar a escravidão de negros e demais povos excluídos. Hoje, ainda cometemos o erro de elegermos o critério "espécie" para justificar a escravidão de animais de outras espécies.

Não há diferença entre a dor que uma mulher sente em ter seus seios inchados e infeccionados (mastite) e a dor de uma vaca com os mesmos sintomas; contudo, achamos correto provocar esta doença em vacas para "produzir" leite em grande quantidade. Por meio do sofrimento desses animais, produtores são premiados e prestigiados.

Sabemos que criadores de bois e porcos os castram sem anestesia; não há dúvidas quanto à dor que sentem. Por quê então, algo tão horrendo é permitido? Quando interesses econômicos conflitam com interesses de outros animais, já sabemos quais prevalecem.


Expointer: Transformando seres sensíveis em "diversão"
Não há necessidade nenhuma dos seres humanos usarem couro, peles, lã, tomarem leite, comerem carne, usarem cavalos para puxar cargas ou prenderem passarinhos em gaiolas para ouvir seu canto. Todos esses animais pagam com suas vidas para que possamos ter esses luxos, que poderiam ser facilmente substituídos por outros.

A Expointer é o símbolo máximo da exploração. O uso de animais deliberadamente para qualquer atividade que renda bons lucros é marcante. Perdeu-se o valor da vida de seres sensíveis; os animais passaram a ser vistos como meios para se obter dinheiro. Acreditamos que podemos reverter essa situação, assim como a história nos mostra que a humanidade tem evoluído com o tempo. A mudança, no entanto, depende de cada um de nós. Conseguiremos mudanças efetivas quando passarmos a refletir sobre nossos atos e buscar uma atitude mais ética e coerente perante outros seres capazes de compartilhar os mesmo sentidos que nós.


O nosso planeta em risco - os verdadeiros números da Expointer.


Expointer: Transformando florestas em desertos
Mais de 18% dos gases que geram o aquecimento global vêm da pecuária, dano maior do que o causado pelos meios de transporte. No Brasil, a pecuária utiliza e contamina, em sua cadeia produtiva, mais água do que as cidades. Enquanto são necessários menos de 170 litros de água para se obter 1 kg de trigo, para produzir 1 kg de carne bovina gastam-se até 40 mil litros de água. No Brasil, 45% da água doce é gasta na pecuária, enquanto 45 milhões de pessoas não têm acesso à água potável. 70% do que era a floresta Amazônica agora é pasto. Um terço de todo o planeta é pasto. Entre 2002 e 2005, foram desmatados 70 mil km2 na Amazônia. Do cerrado, que contém um terço da biodiversidade brasileira, hoje restam 20%.
E menos de 7% da Mata Atlântica está de pé. Para cada 1 kg de carne, são consumidos pelo menos 7 kg de grãos. 900 milhões de pessoas passam fome no mundo. Uma fração irrisória – 0,3% – das 465 milhões de toneladas de grãos utilizados para alimentar animais bastaria para salvar da desnutrição os seis milhões de crianças menores de cinco anos que morrem todos os anos. Uma parcela de 2,5% deste total seria suficiente para erradicar a fome no Brasil. Com 50%, dá para acabar com a fome no mundo. E tu, vais engolir essa??
Sabe mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.


A desculpa do desenvolvimento


Retirantes, Portinari
O agronegócio de alta tecnologia voltado para exportação, com suas técnicas avançadas de cultivo, é uma opção produtiva absolutamente cruel num país com taxas altíssimas de desemprego. Na Amazônia, uma grande fazenda padrão emprega diretamente um único funcionário para cada 700 cabeças de gado, numa área de 1.000 hectares. Um disparate, se comparado aos mais de 100 empregados de uma cooperativa de agricultura familiar ou aos 250 trabalhadores de uma agro-floresta com regime de permacultura, operando em área equivalente.

Eis a prova do custo social da carne. Basta verificar o índice de desenvolvimento humano da ilha de Marajó, por exemplo, para constatar que pecuária intensiva só é fonte de renda para o fazendeiro. Lá, o lavrador foi marginalizado e expulso da terra para dar lugar aos bois e às máquinas e só quem lucrou com isso foram os coronéis do gado. O mesmo se vê em todas as regiões tomadas pela pecuária. De acordo com o banco mundial, "em geral, a pecuária apresenta uma taxa interna de retorno muito baixa", em torno de 4,2%, e que uma das possíveis justificativas para investimento tão ruim na área amazônica é a "aplicação de recursos oriundos de atividades econômicas ilegais como tráfico de drogas e corrupção".


Alguns textos deste Abolicionista foram retirados do material do Departamento de Meio Ambiente da Sociedade Vegetariana Brasileira.


Frase do abolicionista:
Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue - vós, repito, que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer?
Plutarco, filósofo grego

Ja imaginou: todos os animais livres?


Jornalista responsável: Janie K. Pacheco (MTB 770)
Equipe responsável: Maria de Nazareth Agra Hassen, Aline Bastos e Juan Maiz.
Contato pelo e-mail gae.portoalegre@gmail.com
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