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Edição 13 - Explorinter . Ano 2 Os jornais estão publicando. As TVs estão mostrando. Alguns deputados estão inconformados (por que será...?). Está na boca do povo! Mas não podemos parar por aí, agora é hora de fazer tua parte. Junta toda a tua paciência e vem conosco mostrar o que realmente ocorre na Expointer. Chegou a hora! Manifestação contra a Expointer! ![]() Expointer: Transformando mamães em máquinas O que há de errado com a Expointer? ![]() Expointer: Transformando bebês em lucro Porcos, vacas, galinhas, coelhos, chinchilas, ovelhas, passarinhos, cavalos são tratados como produtos. No entanto, há uma grande diferença entre eles e uma colheitadeira ano 2008: eles são seres vivos capazes de sentir dor e prazer, capazes de raciocinar, entender sua situação, sentir medo, angústia, tédio... Somos animais, apenas uma espécie do Reino Animalia. Podemos no gabar da nossa capacidade cognitiva, que supera a das outras espécies; no entanto, estamos longe de sermos separados dos outros animais por uma barreira intransponível. A distância que nos separa dos símios é muitíssimo menor da que a que separa símios e formigas, por exemplo. Entretanto, colocamos símios e formigas no mesmo "saco" e nos separamos completamente das outras espécies. Damos-nos direitos especiais apenas por sermos hominídeos, e não há nada de ético e lógico nisso. ![]() Jean-Baptiste Debret: castigo de escravo Não há diferença entre a dor que uma mulher sente em ter seus seios inchados e infeccionados (mastite) e a dor de uma vaca com os mesmos sintomas; contudo, achamos correto provocar esta doença em vacas para "produzir" leite em grande quantidade. Por meio do sofrimento desses animais, produtores são premiados e prestigiados. Sabemos que criadores de bois e porcos os castram sem anestesia; não há dúvidas quanto à dor que sentem. Por quê então, algo tão horrendo é permitido? Quando interesses econômicos conflitam com interesses de outros animais, já sabemos quais prevalecem. ![]() Expointer: Transformando seres sensíveis em "diversão" A Expointer é o símbolo máximo da exploração. O uso de animais deliberadamente para qualquer atividade que renda bons lucros é marcante. Perdeu-se o valor da vida de seres sensíveis; os animais passaram a ser vistos como meios para se obter dinheiro. Acreditamos que podemos reverter essa situação, assim como a história nos mostra que a humanidade tem evoluído com o tempo. A mudança, no entanto, depende de cada um de nós. Conseguiremos mudanças efetivas quando passarmos a refletir sobre nossos atos e buscar uma atitude mais ética e coerente perante outros seres capazes de compartilhar os mesmo sentidos que nós. O nosso planeta em risco - os verdadeiros números da Expointer. ![]() Expointer: Transformando florestas em desertos
Sabe mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. A desculpa do desenvolvimento ![]() Retirantes, Portinari Eis a prova do custo social da carne. Basta verificar o índice de desenvolvimento humano da ilha de Marajó, por exemplo, para constatar que pecuária intensiva só é fonte de renda para o fazendeiro. Lá, o lavrador foi marginalizado e expulso da terra para dar lugar aos bois e às máquinas e só quem lucrou com isso foram os coronéis do gado. O mesmo se vê em todas as regiões tomadas pela pecuária. De acordo com o banco mundial, "em geral, a pecuária apresenta uma taxa interna de retorno muito baixa", em torno de 4,2%, e que uma das possíveis justificativas para investimento tão ruim na área amazônica é a "aplicação de recursos oriundos de atividades econômicas ilegais como tráfico de drogas e corrupção". Alguns textos deste Abolicionista foram retirados do material do Departamento de Meio Ambiente da Sociedade Vegetariana Brasileira. Frase do abolicionista: Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue - vós, repito, que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer? Plutarco, filósofo grego Jornalista responsável: Janie K. Pacheco (MTB 770) Equipe responsável: Maria de Nazareth Agra Hassen, Aline Bastos e Juan Maiz. Contato pelo e-mail gae.portoalegre@gmail.com {{optout}} |